domingo, 28 de fevereiro de 2010
Educação Ambiental
Educação Ambiental
Conceito
Estratégias de Ensino
Noções Básicas em Educação Ambiental Urbana
Atividades
Legislação
Conceito
No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.
A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.
O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.
Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.
Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.
É subdividida em formal e informal:
Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino;
Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.).
Estratégias de Ensino para a Prática
da Educação Ambiental
Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta.
A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.
Estratégia
Ocasião para Uso
Vantagens/Desvantagens
Discussão em classe (grande grupo)
Permite que os estudantes exponham suas opiniões oralmente a respeito de determinado problema.
Ajuda o estudante a compreender as questões;
Desenvolve autoconfiança e expressão oral;
Podem ocorrer dificuldades nos alunos de discussão
Discussão em grupo (pequenos grupos com supervisor-professor)
Quando assuntos polêmicos são tratados.
Estímulo ao desenvolvimento de relações positivas entre alunos e professores
Mutirão de idéias (atividades que envolvam pequenos grupos, 5-10 estudantes para apresentar soluções possíveis para um dado problema, todas as sugestões são anotadas. Tempo limite de 10 a 15 min.)
Deve usado como recurso para encorajar e estimular idéias voltadas à solução de um certo problema. O tempo deve ser utilizado para produzir as idéias e não para avaliá-las.
Estímulo à criatividade, liberdade;
Dificuldades em evitar avaliações ou julgamentos prematuros e em obter idéias originais
Trabalho em grupo: envolve a participação de grupos de 4-8 membros que se tornam responsáveis pela execução de uma tarefa
Quando se necessita executar várias tarefas ao mesmo tempo.
Permite que os alunos se responsabilizem por uma tarefa por longos períodos (2 a 5 semanas) e exercitem a capacidade de organização;
Deve ser monitorada de modo que o trabalho não envolva apenas alguns membros do grupo
Debate: requer a participação de dois grupos para apresentar idéias e argumentos de pontos de vista opostos
Quando assuntos controvertidos estão sendo discutidos e existam propostas diferentes de soluções.
Permite o desenvolvimento das habilidades de falar em público e ordenar a apresentação de fatos e idéias;
Requer muito tempo de preparação
Questionário: desenvolvimento de um conjunto de questões ordenadas a ser submetido a um determinado público
Usado para obter informações e/ou amostragem de opinião das pessoas em relação à dada questão
Aplicado de forma adequada, produz excelentes resultados
Demanda muito tempo e experiência para produzir um conjunto ordenado de questões que cubram as informações requeridas
Reflexão: o oposto do mutirão de idéias. É fixado um tempo aos estudantes para que sentem em algum lugar e pensem acerca de um problema específico
Usado para encorajar o desenvolvimento de idéias em resposta a um problema. Tempo recomendado de 10 a 15 min.
Envolvimento de todos;
Não pode ser avaliado diretamente
Imitação: estimula os estudantes a produzir sua própria versão dos jornais, dos programas de rádio e Tv
Os estudantes podem obter informações de sua escolha e levá-las para outros grupos. Dependendo das circunstâncias e do assunto a ser abordado, podem ser distribuídos na escola, aos pais e à comunidade.
Forma efetiva de aprendizagem e ação social
Projetos: os alunos, supervisionados, planejam, executam, avaliam e redirecionam um projeto sobre um tema específico
Realização de tarefas com objetivos a serem alcançados a longo prazo, com envolvimento da comunidade
As pessoas recebem e executam o próprio trabalho, assim como podem diagnosticar falhas nos mesmos
Exploração do ambiente local: prevê a utilização/exploração dos recursos locais próximos para estudos, observações, caminhadas etc.
Compreensão do metabolismo local, ou seja, da interação complexa dos processos ambientais a sua volta
Agradabilidade na execução;
Grande participação de pessoas envolvidas;
Vivência de situações concretas;
Requer planejamento minuncioso.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP
Noções Básicas em Educação Ambiental
Sistemas de vida
A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.
Há três níveis ou sistemas distintos de existência:
Físico: planeta físico, atmosfera, hidrosfera (águas) e litosfera (rochas e solos), que seguem as leis da física e da química;
Biológico: a biosfera com todas as espécies da vida, que obedecem as leis da física, química, biologia e ecologia;
Social: o mundo das máquinas e construções criadas pelo homem, governos e economias, artes, religiões e culturas, que seguem leis da física, da química, da biologia, da ecologia e também leis criadas pelo homem.
Ciclos
O material necessário para a vida (água, oxigênio, carbono, nitrogênio, etc.) passa através de ciclos biogeoquímicos que mantêm a sua pureza e a sua disponibilidade para os seres vivos. O ser humano está apenasn começando a planejar uma economia industrial complexa, moderna e de alta produtividade que assegura a necessidade de reciclagem no planeta. Nos ecossistemas, os organismos e o ambiente interagem promovendo trocas de materiais e energia através das cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.
Crescimento Populacional e Capacidade de Suporte
A capacidade de suporte para a vida humana e para a sociedade é complexa, dinâmica e variada de acordo com a forma segundo a qual o homem maneja os seus recursos ambientais. Ela é definida pelo seu fator mais limitante e pode ser melhorada ou degradada pelas atividades humanas.
Desenvolvimento Socialmente Sustentável
A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentado não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.
Características dos Ecossistemas Urbanos
Ecossistemas Naturais Ecossistemas Humanos
ENERGIA
São sustentados por uma fonte ilimitada de energia: radiação solar
Atualmente sustentados por uma fonte finita de energia: combustíveis fósseis.
Não acumular energia em excesso
O consumo excessivo de combustíveis fósseis libera muito calor para a biosfera e altera a temperatura.
Nas cadeiras alimentares, cerca de 10 calorias de um organismo são necessárias para produzir 1 caloria do outro
Nas cadeias alimentares são necessárias 100 calorias de combustível fóssil para produzir 10 calorias de alimentos que irão gerar 1 caloria no homem.
EVOLUÇÃO
A evolução biológica adapta todos os organismos e os seus sistemas de suporte aos processos que sustentam a vida
A evolução cultural atualmente subordina os organismos e os sistemas de suporte da Terra aos processos que sustentam a tecnologia.
POPULAÇÃO
Mantém os níveis de população de cada espécie dentro dos limites estabelecidos pelos controles e balanços naturais, incluindo fatores como alimento, abrigo, doenças e presença de inimigos naturais.
Permite que as populações cresçam tão rapidamente quando podem aumentar a disponibilidade de alimentos e abrigo, e elimina inimigos naturais e doenças via biocidas e medicamentos.
COMUNIDADE
Apresenta uma grande diversidade de espécies que vivem nos limites do local dos recursos naturais
Tende a excluir a maioria das espécies e é sustentada por recursos provenientes de áreas além das áreas locais.
INTERACÃO
As comunidades são organizadas em torno das interações de funções biológicas e processos. A maioria dos organismos interage com uma grande variedade de outros organismos
As comunidades são organizadas de modo crescente, em torno de interações de funções e processos tec
ológicos.
EQUILÍBRIO
São imediatamente governados por processos comuns, naturais, de controle e equilíbrio, incluindo a disponibilidade de luz, alimentos, água, oxigênio, habitat e a presença ou ausência de inimigos naturais e doenças.
São imediatamente governados por um conjunto de competições de controle cultural e equilíbrio, inclusive de ideologia, costumes, religião, leis, políticas e economias. Esse acordo considera um pouco, ou não considera os requerimentos para a sustentação da vida, que não seja humana.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP
Atividades
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais)
Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental
Para Comunidades Agrícolas em Geral
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais)
A atividade florestal deverá participar cada vez mais no desenvolvimento do país, não apenas pelo lado econômico, como geradora de divisas, mas também do lado social, como componente indispensável à manutenção da qualidade de vida.
São programas de educação ambiental, especialmente aqueles que se destinam às comunidades internas e externas e às instituições florestais, devem centrar-se no tema florestas e na interdependência da sociedade com as mesmas.
Ambas as formações, naturais e implantadas, possuem uma importância ecológica e sócio-econômica de grande relevância para a sociedade. Esta importância justifica a implantação de programas de educação ambiental que, no mínimo, despertem as pessoas para sua significância.
O mais importante nestes programas é saber relacionar as florestas com o cotidiano das pessoas, seja demonstrando que móveis, materiais de construção, papel, fósforos e outros elementos são produtos originariamente florestais ou, evidenciando que o microclima, a presença de pássaros, a água de consumo e o lazer são seus produtos indiretos.
Outros aspectos importantes são os que dizem respeito à segurança das áreas de florestas de propriedade da empresa e com relação aos incêndios florestais.
Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental
Visitas a Museus, criadouro científico de animais silvestres.
Passeios em trilhas ecológicas/desenhos: normalmente as trilhas são interpretativas; apresentam percursos nos quais existem pontos determinados para interpretação com auxílio de placas, setas e outros indicadores, ou então pode-se utilizar a interpretação espontânea, na qual monitores estimulam as crianças à curiosidade a medida que eventos, locais e fatos se sucedem. Feitos através da observação direta em relação ao ambiente, os desenhos tornam-se instrumentos eficazes para indicar os temas que mais estimulam a percepção ambiental do observador.
Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios: formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o objetivo de executar projetos interdisciplinares que visem solucionar problemas ambientais locais (agir localmente, pensar globalmente). Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente.
Ecoturismo: quando da existência de parques ecológicos ou mesmo nos locais onde estão localizadas as trilhas, há a extensão para a comunidade em geral. Os visitantes são orientados na chegada por um funcionário e a visitação é livre, com acesso ao Museu, ao Criadouro de Animais e as trilhas.
Publicações periódicas: abordagem de assuntos relativos aos recursos naturais da região e às atividades da área de ambiência da empresa.
Educação ambiental para funcionários: treinamento aplicado aos funcionários da área florestal da empresa, orientado-os quanto aos procedimentos ambientalmente corretos no exercício de suas funções, fazendo com que eles se tornem responsáveis pelas práticas conservacionistas em seu ambiente de trabalho, chegando ao seu lar e à sua família.
Atividades com a comunidade e campanhas de conscientização ambiental: com o intuito de incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, são organizadas e incentivadas diversas atividades que envolvem a comunidade da região, como caminhadas rústicas pela região.
Programas de orientação ambiental: a empresa desenvolve ainda outros programas para orientação ambiental como, por exemplo, fichas de visualização dos animais silvestres, orientação à comunidade para atendimento aos aspectos legais de caça e pesca, produção e distribuição de cadernos, calendários e cartões com motivos ambientalistas.
Para Comunidades Agrícolas em Geral
Tem como finalidade principal a orientação aos pequenos produtores (silvicultores ou agricultores), quanto ao uso correto de agrotóxicos, suas aplicações, noções sobre atividades modificadoras do meio ambiente, técnicas agroflorestais, permacultura e a legislação pertinente. Interage como uma contribuição para a formação da consciência social e agroecológica da população destas comunidades.
Acontece através de visitas às famílias, dias de campo e palestras realizadas em escolas ou centros comunitários da região, onde são demonstradas práticas e técnicas agrícolas de conservação do solo, de pesquisa e novas alternativas que se conciliem com as práticas tradicionais de agricultura da comunidade.
Além destas ações, promover atividades educativas para as crianças nas escolas e oficinas de trabalhos para as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar que se bem aproveitados e preservados, os recursos do meio ambiente só trazem benefícios para a comunidade.
Legislação
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências.
Conceito
Estratégias de Ensino
Noções Básicas em Educação Ambiental Urbana
Atividades
Legislação
Conceito
No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.
A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.
O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.
Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.
Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.
É subdividida em formal e informal:
Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino;
Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.).
Estratégias de Ensino para a Prática
da Educação Ambiental
Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta.
A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.
Estratégia
Ocasião para Uso
Vantagens/Desvantagens
Discussão em classe (grande grupo)
Permite que os estudantes exponham suas opiniões oralmente a respeito de determinado problema.
Ajuda o estudante a compreender as questões;
Desenvolve autoconfiança e expressão oral;
Podem ocorrer dificuldades nos alunos de discussão
Discussão em grupo (pequenos grupos com supervisor-professor)
Quando assuntos polêmicos são tratados.
Estímulo ao desenvolvimento de relações positivas entre alunos e professores
Mutirão de idéias (atividades que envolvam pequenos grupos, 5-10 estudantes para apresentar soluções possíveis para um dado problema, todas as sugestões são anotadas. Tempo limite de 10 a 15 min.)
Deve usado como recurso para encorajar e estimular idéias voltadas à solução de um certo problema. O tempo deve ser utilizado para produzir as idéias e não para avaliá-las.
Estímulo à criatividade, liberdade;
Dificuldades em evitar avaliações ou julgamentos prematuros e em obter idéias originais
Trabalho em grupo: envolve a participação de grupos de 4-8 membros que se tornam responsáveis pela execução de uma tarefa
Quando se necessita executar várias tarefas ao mesmo tempo.
Permite que os alunos se responsabilizem por uma tarefa por longos períodos (2 a 5 semanas) e exercitem a capacidade de organização;
Deve ser monitorada de modo que o trabalho não envolva apenas alguns membros do grupo
Debate: requer a participação de dois grupos para apresentar idéias e argumentos de pontos de vista opostos
Quando assuntos controvertidos estão sendo discutidos e existam propostas diferentes de soluções.
Permite o desenvolvimento das habilidades de falar em público e ordenar a apresentação de fatos e idéias;
Requer muito tempo de preparação
Questionário: desenvolvimento de um conjunto de questões ordenadas a ser submetido a um determinado público
Usado para obter informações e/ou amostragem de opinião das pessoas em relação à dada questão
Aplicado de forma adequada, produz excelentes resultados
Demanda muito tempo e experiência para produzir um conjunto ordenado de questões que cubram as informações requeridas
Reflexão: o oposto do mutirão de idéias. É fixado um tempo aos estudantes para que sentem em algum lugar e pensem acerca de um problema específico
Usado para encorajar o desenvolvimento de idéias em resposta a um problema. Tempo recomendado de 10 a 15 min.
Envolvimento de todos;
Não pode ser avaliado diretamente
Imitação: estimula os estudantes a produzir sua própria versão dos jornais, dos programas de rádio e Tv
Os estudantes podem obter informações de sua escolha e levá-las para outros grupos. Dependendo das circunstâncias e do assunto a ser abordado, podem ser distribuídos na escola, aos pais e à comunidade.
Forma efetiva de aprendizagem e ação social
Projetos: os alunos, supervisionados, planejam, executam, avaliam e redirecionam um projeto sobre um tema específico
Realização de tarefas com objetivos a serem alcançados a longo prazo, com envolvimento da comunidade
As pessoas recebem e executam o próprio trabalho, assim como podem diagnosticar falhas nos mesmos
Exploração do ambiente local: prevê a utilização/exploração dos recursos locais próximos para estudos, observações, caminhadas etc.
Compreensão do metabolismo local, ou seja, da interação complexa dos processos ambientais a sua volta
Agradabilidade na execução;
Grande participação de pessoas envolvidas;
Vivência de situações concretas;
Requer planejamento minuncioso.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP
Noções Básicas em Educação Ambiental
Sistemas de vida
A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.
Há três níveis ou sistemas distintos de existência:
Físico: planeta físico, atmosfera, hidrosfera (águas) e litosfera (rochas e solos), que seguem as leis da física e da química;
Biológico: a biosfera com todas as espécies da vida, que obedecem as leis da física, química, biologia e ecologia;
Social: o mundo das máquinas e construções criadas pelo homem, governos e economias, artes, religiões e culturas, que seguem leis da física, da química, da biologia, da ecologia e também leis criadas pelo homem.
Ciclos
O material necessário para a vida (água, oxigênio, carbono, nitrogênio, etc.) passa através de ciclos biogeoquímicos que mantêm a sua pureza e a sua disponibilidade para os seres vivos. O ser humano está apenasn começando a planejar uma economia industrial complexa, moderna e de alta produtividade que assegura a necessidade de reciclagem no planeta. Nos ecossistemas, os organismos e o ambiente interagem promovendo trocas de materiais e energia através das cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.
Crescimento Populacional e Capacidade de Suporte
A capacidade de suporte para a vida humana e para a sociedade é complexa, dinâmica e variada de acordo com a forma segundo a qual o homem maneja os seus recursos ambientais. Ela é definida pelo seu fator mais limitante e pode ser melhorada ou degradada pelas atividades humanas.
Desenvolvimento Socialmente Sustentável
A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentado não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.
Características dos Ecossistemas Urbanos
Ecossistemas Naturais Ecossistemas Humanos
ENERGIA
São sustentados por uma fonte ilimitada de energia: radiação solar
Atualmente sustentados por uma fonte finita de energia: combustíveis fósseis.
Não acumular energia em excesso
O consumo excessivo de combustíveis fósseis libera muito calor para a biosfera e altera a temperatura.
Nas cadeiras alimentares, cerca de 10 calorias de um organismo são necessárias para produzir 1 caloria do outro
Nas cadeias alimentares são necessárias 100 calorias de combustível fóssil para produzir 10 calorias de alimentos que irão gerar 1 caloria no homem.
EVOLUÇÃO
A evolução biológica adapta todos os organismos e os seus sistemas de suporte aos processos que sustentam a vida
A evolução cultural atualmente subordina os organismos e os sistemas de suporte da Terra aos processos que sustentam a tecnologia.
POPULAÇÃO
Mantém os níveis de população de cada espécie dentro dos limites estabelecidos pelos controles e balanços naturais, incluindo fatores como alimento, abrigo, doenças e presença de inimigos naturais.
Permite que as populações cresçam tão rapidamente quando podem aumentar a disponibilidade de alimentos e abrigo, e elimina inimigos naturais e doenças via biocidas e medicamentos.
COMUNIDADE
Apresenta uma grande diversidade de espécies que vivem nos limites do local dos recursos naturais
Tende a excluir a maioria das espécies e é sustentada por recursos provenientes de áreas além das áreas locais.
INTERACÃO
As comunidades são organizadas em torno das interações de funções biológicas e processos. A maioria dos organismos interage com uma grande variedade de outros organismos
As comunidades são organizadas de modo crescente, em torno de interações de funções e processos tec
ológicos.
EQUILÍBRIO
São imediatamente governados por processos comuns, naturais, de controle e equilíbrio, incluindo a disponibilidade de luz, alimentos, água, oxigênio, habitat e a presença ou ausência de inimigos naturais e doenças.
São imediatamente governados por um conjunto de competições de controle cultural e equilíbrio, inclusive de ideologia, costumes, religião, leis, políticas e economias. Esse acordo considera um pouco, ou não considera os requerimentos para a sustentação da vida, que não seja humana.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP
Atividades
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais)
Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental
Para Comunidades Agrícolas em Geral
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais)
A atividade florestal deverá participar cada vez mais no desenvolvimento do país, não apenas pelo lado econômico, como geradora de divisas, mas também do lado social, como componente indispensável à manutenção da qualidade de vida.
São programas de educação ambiental, especialmente aqueles que se destinam às comunidades internas e externas e às instituições florestais, devem centrar-se no tema florestas e na interdependência da sociedade com as mesmas.
Ambas as formações, naturais e implantadas, possuem uma importância ecológica e sócio-econômica de grande relevância para a sociedade. Esta importância justifica a implantação de programas de educação ambiental que, no mínimo, despertem as pessoas para sua significância.
O mais importante nestes programas é saber relacionar as florestas com o cotidiano das pessoas, seja demonstrando que móveis, materiais de construção, papel, fósforos e outros elementos são produtos originariamente florestais ou, evidenciando que o microclima, a presença de pássaros, a água de consumo e o lazer são seus produtos indiretos.
Outros aspectos importantes são os que dizem respeito à segurança das áreas de florestas de propriedade da empresa e com relação aos incêndios florestais.
Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental
Visitas a Museus, criadouro científico de animais silvestres.
Passeios em trilhas ecológicas/desenhos: normalmente as trilhas são interpretativas; apresentam percursos nos quais existem pontos determinados para interpretação com auxílio de placas, setas e outros indicadores, ou então pode-se utilizar a interpretação espontânea, na qual monitores estimulam as crianças à curiosidade a medida que eventos, locais e fatos se sucedem. Feitos através da observação direta em relação ao ambiente, os desenhos tornam-se instrumentos eficazes para indicar os temas que mais estimulam a percepção ambiental do observador.
Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios: formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o objetivo de executar projetos interdisciplinares que visem solucionar problemas ambientais locais (agir localmente, pensar globalmente). Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente.
Ecoturismo: quando da existência de parques ecológicos ou mesmo nos locais onde estão localizadas as trilhas, há a extensão para a comunidade em geral. Os visitantes são orientados na chegada por um funcionário e a visitação é livre, com acesso ao Museu, ao Criadouro de Animais e as trilhas.
Publicações periódicas: abordagem de assuntos relativos aos recursos naturais da região e às atividades da área de ambiência da empresa.
Educação ambiental para funcionários: treinamento aplicado aos funcionários da área florestal da empresa, orientado-os quanto aos procedimentos ambientalmente corretos no exercício de suas funções, fazendo com que eles se tornem responsáveis pelas práticas conservacionistas em seu ambiente de trabalho, chegando ao seu lar e à sua família.
Atividades com a comunidade e campanhas de conscientização ambiental: com o intuito de incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, são organizadas e incentivadas diversas atividades que envolvem a comunidade da região, como caminhadas rústicas pela região.
Programas de orientação ambiental: a empresa desenvolve ainda outros programas para orientação ambiental como, por exemplo, fichas de visualização dos animais silvestres, orientação à comunidade para atendimento aos aspectos legais de caça e pesca, produção e distribuição de cadernos, calendários e cartões com motivos ambientalistas.
Para Comunidades Agrícolas em Geral
Tem como finalidade principal a orientação aos pequenos produtores (silvicultores ou agricultores), quanto ao uso correto de agrotóxicos, suas aplicações, noções sobre atividades modificadoras do meio ambiente, técnicas agroflorestais, permacultura e a legislação pertinente. Interage como uma contribuição para a formação da consciência social e agroecológica da população destas comunidades.
Acontece através de visitas às famílias, dias de campo e palestras realizadas em escolas ou centros comunitários da região, onde são demonstradas práticas e técnicas agrícolas de conservação do solo, de pesquisa e novas alternativas que se conciliem com as práticas tradicionais de agricultura da comunidade.
Além destas ações, promover atividades educativas para as crianças nas escolas e oficinas de trabalhos para as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar que se bem aproveitados e preservados, os recursos do meio ambiente só trazem benefícios para a comunidade.
Legislação
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências.
REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR DA EDUCAÇÃO
REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR
LIMA, Maria Jacqueline Girão Soares. – jaclima@centroin.com.br
GT: Educação Ambiental / n. 22
Introdução
Entre professores e pesquisadores do campo da Educação Ambiental, é comum
o entendimento de que a interdisciplinaridade (um de seus princípios mais
importantes) é imprescindível para o êxito das práticas de EA nos âmbitos formal e
não formal: uma análise de documentos de Conferências Internacionais de Meio
Ambiente e da legislação educacional brasileira fundamenta tal afirmação. Apresento,
a seguir, fragmentos de documentos e leis analisados, esclarecendo que o foco deste
trabalho foi na EA realizada no contexto escolar.
A recomendação nº 1 da Primeira Conferência Intergovernamental sobre
Educação Ambiental - a Conferência de Tbilisi - organizada pela UNESCO em 1977,
diz que:
A educação ambiental é o resultado de uma orientação e articulação de diversas disciplinas e
experiências educativas que facilitam a percepção integrada do meio ambiente, tornando
possível uma ação mais racional e capaz de responder às necessidades sociais (...). Para a
realização de tais funções, a educação ambiental deveria (...) enfocar a análise de tais
problemas através de uma perspectiva interdisciplinar e globalizadora, que permita uma
compreensão adequada dos problemas ambientais.
O mesmo documento inclui a interdisciplinaridade como um de seus princípios
básicos, afirmando que à EA deve ser aplicado “um enfoque interdisciplinar,
aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma
perspectiva global e equilibrada” (Dias, 1998). Entre as recomendações do Plano de
Ação aprovado na Conferência de Estocolmo (realizada em 1972), merece destaque a de
nº 96:
de enfoque interdisciplinar e com caráter escolar e extra-escolar, que envolva
todos os níveis de ensino e se dirija ao público em geral, jovem e adulto
indistintamente, com vistas a ensinar-lhes as medidas simples que, dentro de suas
possibilidades, possam tomar para ordenar e controlar seu meio.
Outro documento de referência para a EA, a Carta de Belgrado,
produzida durante Conferência realizada em 1975, tem como um dos
Princípios de Orientação aos Programas de Educação Ambiental “assumir um enfoque
2
interdisciplinar”. E o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA),
elaborado durante o Fórum Global da Rio-92 – cujos objetivos “estão em consonância
com os objetivos fundamentais da educação ambiental contidos na Lei nº 9.795/99” –
tem como um de seus princípios a transversalidade, construída a partir de uma
perspectiva inter e transdiciplinar.
No âmbito da legislação, o antigo Conselho Federal de Educação (CFE)
emitiu o Parecer 226/87, enfatizando que a Educação Ambiental deve ser iniciada, na
escola, numa abordagem interdisciplinar, levando a população a um posicionamento
em relação a fenômenos ou circunstâncias do ambiente, e a lei 9.795 de 27 de abril de
1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, tem como um de seus
princípios “o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter,
multi e transdisciplinaridade” 1 . Por fim, meio ambiente é um dos Temas Transversais
dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que, em seu texto introdutório, recomendam
que os mesmos sejam trabalhados de forma transversal e interdisciplinar nos
currículos escolares.
Neste ensaio, busquei contribuir para o debate sobre os limites e as
possibilidades de uma EA interdisciplinar no âmbito escolar, com o objetivo de
problematizar o entendimento de que a ausência desta prática gera, necessariamente,
uma EA “cartesiana e fragmentada”. Procurei nos Anais do I, II e III EPEA (Encontro
de Pesquisa em Educação Ambiental) pesquisas sobre EA escolar, e fundamentei
teoricamente a questão da interdisciplinaridade como prática pedagógica e política
educacional em autores do campo do Currículo.
Disciplinaridade x interdisciplinaridade na visão dos autores de Currículo
Vou abordar a questão da organização disciplinar dos currículos escolares a
partir das perspectivas de Macedo (1999), Lopes (2000) e Macedo & Lopes (2002).
Tal discussão, no meu entender, é fundamental para o debate sobre a disciplinaridade/
interdisciplinaridade/transversalidade dos conteúdos escolares. Em artigo sobre a
constituição da disciplina escolar Ciências, Macedo e Lopes (2002:73) argumentam
que os conhecimentos escolares não são mera simplificação dos conhecimentos
1 É interessante ressaltar que essa mesma lei determina que a EA não seja trabalhada por meio de
disciplina específica, mas que permeie o currículo das disciplinas.
3
científicos, mas conhecimentos produzidos na e pela escola, a partir da
recontextualização dos diversos saberes que circulam na sociedade. Tal distinção vem
de encontro às críticas à disciplinarização dos currículos apoiadas nas críticas ao
conhecimento científico, pois trata os conhecimentos científicos e escolares como
epistemologicamente distintos.
Segundo as autoras, a despeito das inúmeras tentativas de se produzir
currículos interdisciplinares, os saberes escolares vem sendo historicamente
transmitidos por meio de disciplinas, sendo difícil trabalhar fora desta matriz. Isso,
porém, não impede que haja mecanismos de integração disciplinar, seja pela criação
de disciplinas integradas ou pela articulação de disciplinas isoladas. Um exemplo de
integração de diferentes áreas em uma matriz disciplinar é a disciplina escolar
Ciências, que abrange conteúdos oriundos de diversos campos das ciências naturais.
Macedo (1999:43) afirma que “os PCN nos põe de novo diante de um
problema antigo na área do currículo: as disciplinas tradicionais não dão conta de um
conjunto de questões postas pela realidade vivida pelos alunos”. Isso pode ser
percebido no item “Transversalidade e Interdisciplinaridade” da Introdução deste
documento (Brasil, 1998:30), onde se lê que a interdisciplinaridade vem questionar a
fragmentação da realidade, sobre a qual a escola se construiu. Esta autora questiona a
introdução, nos PCN do ensino fundamental, da abordagem transversal de temas
considerados fundamentais para a “compreensão da realidade social” (Brasil,
1998:17), sinalizando a incoerência presente na inclusão transversal e interdisciplinar
de temas em uma estrutura organizada em torno de disciplinas escolares. Se os PCN
criticam a disciplinarização do conhecimento escolar e criam os Temas Transversais
como “solução” para esse problema, não deveriam, então, transformá-los em
disciplinas, ao invés de reforçar a organização disciplinar dos currículos?
A interdisciplinaridade nas pesquisas sobre EA escolar
Pelo exposto, parece óbvio que o entendimento de Palharini (2003:7) e outros
pesquisadores da EA, de que a discussão sobre o meio ambiente na escola - baseada
no conhecimento científico - compromete a compreensão da multiplicidade de fatores
que compõe a problemática ambiental, não busca entender as especificidades do
contexto e do conhecimento escolar. Apesar de fazer parte do ideário da Educação
Ambiental, a interdisciplinaridade como proposta pedagógica é ainda de difícil
4
execução: não há, entre os profissionais que trabalham com EA, um consenso sobre o
que seja essa prática. Andrade (2003) realizou uma pesquisa sobre a aplicabilidade, no
contexto escolar, da Lei 9.795/99 (Lei de Política Nacional de Educação Ambiental)
do ponto de vista dos educadores. O autor buscou compreender as possibilidades e
desafios enfrentados para a sua implementação nas escolas brasileiras, e um dos
obstáculos identificados a partir de entrevistas com professores de ensino superior,
diretores, coordenadores e professores de ensino fundamental e médio está
relacionado à própria natureza da EA, que, por ser um campo em construção, gera
confusão acerca de seu significado, princípios e metodologias.
Cf. este autor, a fragilidade da EA atinge alguns dos princípios presentes na lei,
como interdisciplinaridade, e os resultados de sua pesquisa demonstram que há uma
grande variedade de concepções sobre os seus significados. Tal constatação me leva a
suspeitar, juntamente com Andrade, que conceitos como interdisciplinaridade,
“holismo” e “sustentabilidade”, que habitam os discursos da EA, podem estar sendo
aceitos sem a necessária reflexão por parte dos sujeitos envolvidos, e que a variedade
de entendimentos sobre os mesmos acaba por colocar em cheque sua validade.
Considerações finais
Não obstante a falta de uma definição objetiva sobre o conceito de
interdisciplinaridade, as recomendações contidas nos documentos das Conferências de
Meio Ambiente são, em geral, transpostas diretamente para o contexto escolar,
ignorando suas especificidades. Ao cruzar a discussão sobre as dificuldades em se
definir esse conceito com estudos sobre os limites da prática interdisciplinar em uma
escola de tradição disciplinar, busquei problematizar o argumento de que a EA no
contexto escolar não é interdisciplinar devido à fragmentação dos conteúdos e/ou por
desinteresse dos professores. Outras dificuldades, como a falta de encontros para o
planejamento de projetos interdisciplinares, de tempo e de formação dos professores em
EA complexificam ainda mais este quadro. Ainda assim, inúmeros trabalhos de EA -
interdisciplinares ou não – vêm sendo realizados nas escolas brasileiras, com pouca ou
nenhuma divulgação.
É fato que a natureza interdisciplinar da EA demanda um olhar também
interdisciplinar para as suas práticas, mas, se não enxergarmos o que é peculiar a cada
espaço, corremos o risco de focarmos nossas pesquisas num diagnóstico equivocado -
5
porque deslocado da realidade - de problemas e limitações, sem avançar no sentido de
propor soluções para superá-los.
Para Lopes (2000:162), não existe propriamente uma impossibilidade de se
trabalhar fora da matriz disciplinar na escola, mas é importante que sejam entendidos os
mecanismos de organização disciplinar dos currículos escolares, bem como os
mecanismos de hierarquização, reprodução e exclusão, presentes tanto em currículos
disciplinares como em propostas interdisciplinares e/ou de integração curricular.
Finalizo este ensaio com Gomes (2005), para quem “a complexidade da escola e dos
conhecimentos por ela veiculados pode estar mascarando as diversas formas de inserção
da educação ambiental”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Daniel Fonseca. Alguns aspectos da Lei de Política Nacional de Educação
Ambiental do ponto de vista dos educadores. Anais do II Encontro Pesquisa em
Educação ambiental. São Carlos, UFSCar, 2003 (CD).
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas transversais. Brasília: Secretaria
de Educação Fundamental/MEC/SEF, 1998.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia,
1998.
GOMES, M. Margarida. Temáticas ambientais na escola: o pensamento de Paulo Freire
nos debates da educação ambiental. Anais do III Encontro Pesquisa em Educação
Ambiental.. Ribeirão Preto, USP, 2005 (CD).
LOPES, A. R. C. Organização do conhecimento escolar: analisando a disciplinaridade e
a integração. In: CANDAU, V. M (org). Linguagens, espaços e tempos no ensinar e
aprender (X ENDIPE). RJ, DP&A, 2000.
MACEDO, Elizabeth. Parâmetros Curriculares Nacionais: a falácia de seus temas
transversais. In: MOREIRA, Antonio Flavio (org). Currículo: políticas e práticas. São
Paulo:Papirus, 1999.
6
MACEDO, Elizabeth & LOPES, Alice Casimiro. A estabilidade do currículo
disciplinar: o caso das ciências. In: Disciplinas e integração curricular: histórias e
políticas. Rio de Janeiro, DP&A, 2002.
PALHARINI, Luciana. Conhecimento disciplinar: (im) possibilidades do discurso
sobre a problemática ambiental. Anais do II Encontro de Pesquisa em Educação
ambiental. São Carlos, UFSCar, 2003 (CD).
http://www.bio2000.hpg.ig.com.br/papel_do_governo.htm.
http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/pronea_3.pdf
.
AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR
LIMA, Maria Jacqueline Girão Soares. – jaclima@centroin.com.br
GT: Educação Ambiental / n. 22
Introdução
Entre professores e pesquisadores do campo da Educação Ambiental, é comum
o entendimento de que a interdisciplinaridade (um de seus princípios mais
importantes) é imprescindível para o êxito das práticas de EA nos âmbitos formal e
não formal: uma análise de documentos de Conferências Internacionais de Meio
Ambiente e da legislação educacional brasileira fundamenta tal afirmação. Apresento,
a seguir, fragmentos de documentos e leis analisados, esclarecendo que o foco deste
trabalho foi na EA realizada no contexto escolar.
A recomendação nº 1 da Primeira Conferência Intergovernamental sobre
Educação Ambiental - a Conferência de Tbilisi - organizada pela UNESCO em 1977,
diz que:
A educação ambiental é o resultado de uma orientação e articulação de diversas disciplinas e
experiências educativas que facilitam a percepção integrada do meio ambiente, tornando
possível uma ação mais racional e capaz de responder às necessidades sociais (...). Para a
realização de tais funções, a educação ambiental deveria (...) enfocar a análise de tais
problemas através de uma perspectiva interdisciplinar e globalizadora, que permita uma
compreensão adequada dos problemas ambientais.
O mesmo documento inclui a interdisciplinaridade como um de seus princípios
básicos, afirmando que à EA deve ser aplicado “um enfoque interdisciplinar,
aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma
perspectiva global e equilibrada” (Dias, 1998). Entre as recomendações do Plano de
Ação aprovado na Conferência de Estocolmo (realizada em 1972), merece destaque a de
nº 96:
de enfoque interdisciplinar e com caráter escolar e extra-escolar, que envolva
todos os níveis de ensino e se dirija ao público em geral, jovem e adulto
indistintamente, com vistas a ensinar-lhes as medidas simples que, dentro de suas
possibilidades, possam tomar para ordenar e controlar seu meio.
Outro documento de referência para a EA, a Carta de Belgrado,
produzida durante Conferência realizada em 1975, tem como um dos
Princípios de Orientação aos Programas de Educação Ambiental “assumir um enfoque
2
interdisciplinar”. E o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA),
elaborado durante o Fórum Global da Rio-92 – cujos objetivos “estão em consonância
com os objetivos fundamentais da educação ambiental contidos na Lei nº 9.795/99” –
tem como um de seus princípios a transversalidade, construída a partir de uma
perspectiva inter e transdiciplinar.
No âmbito da legislação, o antigo Conselho Federal de Educação (CFE)
emitiu o Parecer 226/87, enfatizando que a Educação Ambiental deve ser iniciada, na
escola, numa abordagem interdisciplinar, levando a população a um posicionamento
em relação a fenômenos ou circunstâncias do ambiente, e a lei 9.795 de 27 de abril de
1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, tem como um de seus
princípios “o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter,
multi e transdisciplinaridade” 1 . Por fim, meio ambiente é um dos Temas Transversais
dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que, em seu texto introdutório, recomendam
que os mesmos sejam trabalhados de forma transversal e interdisciplinar nos
currículos escolares.
Neste ensaio, busquei contribuir para o debate sobre os limites e as
possibilidades de uma EA interdisciplinar no âmbito escolar, com o objetivo de
problematizar o entendimento de que a ausência desta prática gera, necessariamente,
uma EA “cartesiana e fragmentada”. Procurei nos Anais do I, II e III EPEA (Encontro
de Pesquisa em Educação Ambiental) pesquisas sobre EA escolar, e fundamentei
teoricamente a questão da interdisciplinaridade como prática pedagógica e política
educacional em autores do campo do Currículo.
Disciplinaridade x interdisciplinaridade na visão dos autores de Currículo
Vou abordar a questão da organização disciplinar dos currículos escolares a
partir das perspectivas de Macedo (1999), Lopes (2000) e Macedo & Lopes (2002).
Tal discussão, no meu entender, é fundamental para o debate sobre a disciplinaridade/
interdisciplinaridade/transversalidade dos conteúdos escolares. Em artigo sobre a
constituição da disciplina escolar Ciências, Macedo e Lopes (2002:73) argumentam
que os conhecimentos escolares não são mera simplificação dos conhecimentos
1 É interessante ressaltar que essa mesma lei determina que a EA não seja trabalhada por meio de
disciplina específica, mas que permeie o currículo das disciplinas.
3
científicos, mas conhecimentos produzidos na e pela escola, a partir da
recontextualização dos diversos saberes que circulam na sociedade. Tal distinção vem
de encontro às críticas à disciplinarização dos currículos apoiadas nas críticas ao
conhecimento científico, pois trata os conhecimentos científicos e escolares como
epistemologicamente distintos.
Segundo as autoras, a despeito das inúmeras tentativas de se produzir
currículos interdisciplinares, os saberes escolares vem sendo historicamente
transmitidos por meio de disciplinas, sendo difícil trabalhar fora desta matriz. Isso,
porém, não impede que haja mecanismos de integração disciplinar, seja pela criação
de disciplinas integradas ou pela articulação de disciplinas isoladas. Um exemplo de
integração de diferentes áreas em uma matriz disciplinar é a disciplina escolar
Ciências, que abrange conteúdos oriundos de diversos campos das ciências naturais.
Macedo (1999:43) afirma que “os PCN nos põe de novo diante de um
problema antigo na área do currículo: as disciplinas tradicionais não dão conta de um
conjunto de questões postas pela realidade vivida pelos alunos”. Isso pode ser
percebido no item “Transversalidade e Interdisciplinaridade” da Introdução deste
documento (Brasil, 1998:30), onde se lê que a interdisciplinaridade vem questionar a
fragmentação da realidade, sobre a qual a escola se construiu. Esta autora questiona a
introdução, nos PCN do ensino fundamental, da abordagem transversal de temas
considerados fundamentais para a “compreensão da realidade social” (Brasil,
1998:17), sinalizando a incoerência presente na inclusão transversal e interdisciplinar
de temas em uma estrutura organizada em torno de disciplinas escolares. Se os PCN
criticam a disciplinarização do conhecimento escolar e criam os Temas Transversais
como “solução” para esse problema, não deveriam, então, transformá-los em
disciplinas, ao invés de reforçar a organização disciplinar dos currículos?
A interdisciplinaridade nas pesquisas sobre EA escolar
Pelo exposto, parece óbvio que o entendimento de Palharini (2003:7) e outros
pesquisadores da EA, de que a discussão sobre o meio ambiente na escola - baseada
no conhecimento científico - compromete a compreensão da multiplicidade de fatores
que compõe a problemática ambiental, não busca entender as especificidades do
contexto e do conhecimento escolar. Apesar de fazer parte do ideário da Educação
Ambiental, a interdisciplinaridade como proposta pedagógica é ainda de difícil
4
execução: não há, entre os profissionais que trabalham com EA, um consenso sobre o
que seja essa prática. Andrade (2003) realizou uma pesquisa sobre a aplicabilidade, no
contexto escolar, da Lei 9.795/99 (Lei de Política Nacional de Educação Ambiental)
do ponto de vista dos educadores. O autor buscou compreender as possibilidades e
desafios enfrentados para a sua implementação nas escolas brasileiras, e um dos
obstáculos identificados a partir de entrevistas com professores de ensino superior,
diretores, coordenadores e professores de ensino fundamental e médio está
relacionado à própria natureza da EA, que, por ser um campo em construção, gera
confusão acerca de seu significado, princípios e metodologias.
Cf. este autor, a fragilidade da EA atinge alguns dos princípios presentes na lei,
como interdisciplinaridade, e os resultados de sua pesquisa demonstram que há uma
grande variedade de concepções sobre os seus significados. Tal constatação me leva a
suspeitar, juntamente com Andrade, que conceitos como interdisciplinaridade,
“holismo” e “sustentabilidade”, que habitam os discursos da EA, podem estar sendo
aceitos sem a necessária reflexão por parte dos sujeitos envolvidos, e que a variedade
de entendimentos sobre os mesmos acaba por colocar em cheque sua validade.
Considerações finais
Não obstante a falta de uma definição objetiva sobre o conceito de
interdisciplinaridade, as recomendações contidas nos documentos das Conferências de
Meio Ambiente são, em geral, transpostas diretamente para o contexto escolar,
ignorando suas especificidades. Ao cruzar a discussão sobre as dificuldades em se
definir esse conceito com estudos sobre os limites da prática interdisciplinar em uma
escola de tradição disciplinar, busquei problematizar o argumento de que a EA no
contexto escolar não é interdisciplinar devido à fragmentação dos conteúdos e/ou por
desinteresse dos professores. Outras dificuldades, como a falta de encontros para o
planejamento de projetos interdisciplinares, de tempo e de formação dos professores em
EA complexificam ainda mais este quadro. Ainda assim, inúmeros trabalhos de EA -
interdisciplinares ou não – vêm sendo realizados nas escolas brasileiras, com pouca ou
nenhuma divulgação.
É fato que a natureza interdisciplinar da EA demanda um olhar também
interdisciplinar para as suas práticas, mas, se não enxergarmos o que é peculiar a cada
espaço, corremos o risco de focarmos nossas pesquisas num diagnóstico equivocado -
5
porque deslocado da realidade - de problemas e limitações, sem avançar no sentido de
propor soluções para superá-los.
Para Lopes (2000:162), não existe propriamente uma impossibilidade de se
trabalhar fora da matriz disciplinar na escola, mas é importante que sejam entendidos os
mecanismos de organização disciplinar dos currículos escolares, bem como os
mecanismos de hierarquização, reprodução e exclusão, presentes tanto em currículos
disciplinares como em propostas interdisciplinares e/ou de integração curricular.
Finalizo este ensaio com Gomes (2005), para quem “a complexidade da escola e dos
conhecimentos por ela veiculados pode estar mascarando as diversas formas de inserção
da educação ambiental”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Daniel Fonseca. Alguns aspectos da Lei de Política Nacional de Educação
Ambiental do ponto de vista dos educadores. Anais do II Encontro Pesquisa em
Educação ambiental. São Carlos, UFSCar, 2003 (CD).
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas transversais. Brasília: Secretaria
de Educação Fundamental/MEC/SEF, 1998.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia,
1998.
GOMES, M. Margarida. Temáticas ambientais na escola: o pensamento de Paulo Freire
nos debates da educação ambiental. Anais do III Encontro Pesquisa em Educação
Ambiental.. Ribeirão Preto, USP, 2005 (CD).
LOPES, A. R. C. Organização do conhecimento escolar: analisando a disciplinaridade e
a integração. In: CANDAU, V. M (org). Linguagens, espaços e tempos no ensinar e
aprender (X ENDIPE). RJ, DP&A, 2000.
MACEDO, Elizabeth. Parâmetros Curriculares Nacionais: a falácia de seus temas
transversais. In: MOREIRA, Antonio Flavio (org). Currículo: políticas e práticas. São
Paulo:Papirus, 1999.
6
MACEDO, Elizabeth & LOPES, Alice Casimiro. A estabilidade do currículo
disciplinar: o caso das ciências. In: Disciplinas e integração curricular: histórias e
políticas. Rio de Janeiro, DP&A, 2002.
PALHARINI, Luciana. Conhecimento disciplinar: (im) possibilidades do discurso
sobre a problemática ambiental. Anais do II Encontro de Pesquisa em Educação
ambiental. São Carlos, UFSCar, 2003 (CD).
http://www.bio2000.hpg.ig.com.br/papel_do_governo.htm.
http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/pronea_3.pdf
.
Educação Sexual
A educação sexual é o nome dado ao processo que visa educar, ou seja, esclarecer jovens e adolescentes a respeito da responsabilidade particular de cada um quando esses decidem entregar seu corpo a alguém. O tema ainda envolve mitos, tabus e constrangimentos para pais e professores.
A educação sexual aborda temas como o sexo, a gravidez, o aborto, métodos contraceptivos, a importância da camisinha e doenças sexualmente transmissíveis. Alguns defendem que tal termo já caiu em desuso cedendo lugar para o termo orientação sexual, mas esse ainda confunde algumas pessoas, pois também é empregado para designar a opção sexual de cada indivíduo, ou seja, sua preferência por indivíduos de gênero igual, diferente ou por ambos.
No período da adolescência, o organismo em sua totalidade (físico e psicológico) passa por inúmeras transformações e essas exigem que o indivíduo se adapte de forma rápida à sua nova condição. Nesse período, o indivíduo deixa seus comportamentos infantis e inicia algumas rotinas adultas. Normalmente a menina tende a amadurecer e lidar com suas responsabilidades mais rápido que o menino, cerca de dois anos antes, o que a deixa mais responsável em relação ao assunto.
Nesse período, que é quando se inicia a vida sexual, o jovem precisa se preocupar em prevenir doenças e a gravidez precoce, para que a etapa de adaptação às mudanças não seja “pulada”. A gravidez na adolescência pode provocar danos à saúde da moça, como por exemplo, anemia, eclampsia, retenção de líquidos, hipertensão e outras. Em relação às doenças sexualmente transmissíveis, ambos os gêneros necessitam se cuidar. Apesar do uso de contraceptivos, as DSTs somente podem ser evitadas com a utilização da camisinha (preservativo), independente de ser masculina ou feminina a camisinha impede o contato direto dos órgãos sexuais.
É papel dos pais conversar com seus filhos a respeito do mundo do sexo. Detalhar de forma clara e sem rodeios como ocorre a transmissão de doenças e a gravidez, além de ensiná-los como devem se prevenir contra tais. O papel do professor perante o assunto é auxiliar os jovens nos questionamentos que não são passados aos pais.
Mundo Educação » Sexualidade » Educação Sexual
A gravidez precoce provoca bruscas transformações fisiológicas e psicológicas.
A educação sexual busca ensinar e esclarecer questões relacionadas ao sexo, livre de preconceito e tabus. Antigamente e ainda hoje, falar sobre sexo provoca certos constrangimentos em algumas pessoas, mas o tema é de extrema importância, pois esclarece dúvidas sobre preservativos, DSTs, organismo masculino e feminino, anticoncepcionais e gravidez.
O objetivo principal da educação sexual é preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura, chamando-os à responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo para que não ocorram situações futuras indesejadas, como a contração de uma doença ou uma gravidez precoce e indesejada. Infelizmente o ser humano tende a acreditar que o perigo sempre está ao lado de outras pessoas e que nada irá acontecer com ele mesmo, o que o coloca vulnerável a tais situações.
Os meios de comunicação, entre tantos outros que utilizam o sexo para chamar a atenção das pessoas, acabam por estimular e criar curiosidades precoces até em crianças, o que dificulta bastante o processo de conscientização e responsabilidade individual dessas sobre o assunto. Dessa forma, se torna cada vez mais importante ensinar os adolescentes quanto ao assunto, isso dentro de casa e nas instituições de ensino.
Uma adolescente que engravida nesse período de transição corpórea pode sofrer muitos problemas de saúde, como anemia, parto prematuro, vulnerabilidade a infecções, depressão pós-parto, hipertensão, inchaço, retenção de líquidos, eclampsia, convulsões e até mesmo a morte. Apesar de problemas fisiológicos, quando uma adolescente engravida, ela passa também por problemas psicológicos, pois a mudança de vida rápida exige grande adaptação e isso pode gerar conflitos, pois uma grande etapa de sua vida foi pulada.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
A educação sexual aborda temas como o sexo, a gravidez, o aborto, métodos contraceptivos, a importância da camisinha e doenças sexualmente transmissíveis. Alguns defendem que tal termo já caiu em desuso cedendo lugar para o termo orientação sexual, mas esse ainda confunde algumas pessoas, pois também é empregado para designar a opção sexual de cada indivíduo, ou seja, sua preferência por indivíduos de gênero igual, diferente ou por ambos.
No período da adolescência, o organismo em sua totalidade (físico e psicológico) passa por inúmeras transformações e essas exigem que o indivíduo se adapte de forma rápida à sua nova condição. Nesse período, o indivíduo deixa seus comportamentos infantis e inicia algumas rotinas adultas. Normalmente a menina tende a amadurecer e lidar com suas responsabilidades mais rápido que o menino, cerca de dois anos antes, o que a deixa mais responsável em relação ao assunto.
Nesse período, que é quando se inicia a vida sexual, o jovem precisa se preocupar em prevenir doenças e a gravidez precoce, para que a etapa de adaptação às mudanças não seja “pulada”. A gravidez na adolescência pode provocar danos à saúde da moça, como por exemplo, anemia, eclampsia, retenção de líquidos, hipertensão e outras. Em relação às doenças sexualmente transmissíveis, ambos os gêneros necessitam se cuidar. Apesar do uso de contraceptivos, as DSTs somente podem ser evitadas com a utilização da camisinha (preservativo), independente de ser masculina ou feminina a camisinha impede o contato direto dos órgãos sexuais.
É papel dos pais conversar com seus filhos a respeito do mundo do sexo. Detalhar de forma clara e sem rodeios como ocorre a transmissão de doenças e a gravidez, além de ensiná-los como devem se prevenir contra tais. O papel do professor perante o assunto é auxiliar os jovens nos questionamentos que não são passados aos pais.
Mundo Educação » Sexualidade » Educação Sexual
A gravidez precoce provoca bruscas transformações fisiológicas e psicológicas.
A educação sexual busca ensinar e esclarecer questões relacionadas ao sexo, livre de preconceito e tabus. Antigamente e ainda hoje, falar sobre sexo provoca certos constrangimentos em algumas pessoas, mas o tema é de extrema importância, pois esclarece dúvidas sobre preservativos, DSTs, organismo masculino e feminino, anticoncepcionais e gravidez.
O objetivo principal da educação sexual é preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura, chamando-os à responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo para que não ocorram situações futuras indesejadas, como a contração de uma doença ou uma gravidez precoce e indesejada. Infelizmente o ser humano tende a acreditar que o perigo sempre está ao lado de outras pessoas e que nada irá acontecer com ele mesmo, o que o coloca vulnerável a tais situações.
Os meios de comunicação, entre tantos outros que utilizam o sexo para chamar a atenção das pessoas, acabam por estimular e criar curiosidades precoces até em crianças, o que dificulta bastante o processo de conscientização e responsabilidade individual dessas sobre o assunto. Dessa forma, se torna cada vez mais importante ensinar os adolescentes quanto ao assunto, isso dentro de casa e nas instituições de ensino.
Uma adolescente que engravida nesse período de transição corpórea pode sofrer muitos problemas de saúde, como anemia, parto prematuro, vulnerabilidade a infecções, depressão pós-parto, hipertensão, inchaço, retenção de líquidos, eclampsia, convulsões e até mesmo a morte. Apesar de problemas fisiológicos, quando uma adolescente engravida, ela passa também por problemas psicológicos, pois a mudança de vida rápida exige grande adaptação e isso pode gerar conflitos, pois uma grande etapa de sua vida foi pulada.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Sujeito e saberes da educação Indígena
Sujeito e saberes da educação indígena
Os costumes dos índios são pouco conhecidos pelas populações brasileiras. O pensamento que se tem da cultura indígena é de que sempre falam a mesma língua e vivem da mesma maneira.
Mas a realidade é outra, cada grupos indígenas tem sua cultura e linguagem de comunicação diferente uma das outras. Atualmente o que mais encontramos são índios falando a língua portuguesa, perdendo sua identidade, assim como os costumes, os valores e crenças de sua cultura.
A mistura dos povos indígenas com a sociedade brasileira trouxe-lhes muitos problemas para o seu povo, os problemas mais enfrentados pelos povos indígenas foram o preconceito, a desigualdade social a dificuldade de acesso a educação e a saúde.
Os problemas enfrentados na área da saúde estão relacionado as doenças levadas pelos homens brancos aos índios, que até então era inexistentes no seu meio.
Isso fez com que os índios se aproximassem mais da cultura do homem branco para aquisição de novos conhecimentos. Pois suas ervas e os remédios caseiros já não eram mais, tão eficazes em certas enfermidades desconhecidas por eles, ex: a gripe. Ao longo do tempo os indígenas foram perdendo seus valores culturais, deixando de lado toda sua tradição. De modo geral, a educação indígena antigamente tinha objetivo de catequizar os índios e torná-los missionários, apaziguando-os, tornando-os dóceis e submissos as necessidades do povo da cultura dos brancos, no caso os colonizadores. Ensinavam a Língua Portuguesa, desconsideravam os mitos, as crenças, os hábitos indígenas e as aulas eram ministrados por professores brancos, primeiro os padres depois pessoas comuns que passavam a viver nas aldeias para educar - catequizar os indígenas.Algumas tribos passaram a viver mais como brancos do que como os índios, maravilhados pelas novidades e comodidades da vida fora da aldeia.
Outros foram incansáveis e defenderam seu modo de vida, usando o processo de educação dos jovens, exatamente para manter a cultura de seu povo.
Devido à realidade de exploração que a maioria das tribos vivia, os próprios povos sentiram a necessidade de aprender a escrita de sua língua moderna. Ao meu ver nem tudo foi perdido na cultura indígena, da mesma forma que eles procuraram melhorar e buscaram educação e saúde para seus povos, nos transmitiram ensinamentos e experiências vividas por eles, como por exemplo um simples chá para curar dor de cabeça, até o caçar na mata para a sobrevivência. A troca de experiências entre os povos e a cultura seja ela de qualquer nação deve ser preservadas e respeitadas.
Hoje, a escola indígena, na maior parte dos povos que mantêm contato com a civilização tem como objetivo manter os costumes dos índios e ensinar a sua língua junto com outras matérias. O currículo diferenciado não é só o ensino da língua materna, mas de todo um currículo além das questões de cada povo. A diversidade lingüística está diretamente ligada à questão da educação,
http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_ind%C3%ADgena#Objetivo
Os costumes dos índios são pouco conhecidos pelas populações brasileiras. O pensamento que se tem da cultura indígena é de que sempre falam a mesma língua e vivem da mesma maneira.
Mas a realidade é outra, cada grupos indígenas tem sua cultura e linguagem de comunicação diferente uma das outras. Atualmente o que mais encontramos são índios falando a língua portuguesa, perdendo sua identidade, assim como os costumes, os valores e crenças de sua cultura.
A mistura dos povos indígenas com a sociedade brasileira trouxe-lhes muitos problemas para o seu povo, os problemas mais enfrentados pelos povos indígenas foram o preconceito, a desigualdade social a dificuldade de acesso a educação e a saúde.
Os problemas enfrentados na área da saúde estão relacionado as doenças levadas pelos homens brancos aos índios, que até então era inexistentes no seu meio.
Isso fez com que os índios se aproximassem mais da cultura do homem branco para aquisição de novos conhecimentos. Pois suas ervas e os remédios caseiros já não eram mais, tão eficazes em certas enfermidades desconhecidas por eles, ex: a gripe. Ao longo do tempo os indígenas foram perdendo seus valores culturais, deixando de lado toda sua tradição. De modo geral, a educação indígena antigamente tinha objetivo de catequizar os índios e torná-los missionários, apaziguando-os, tornando-os dóceis e submissos as necessidades do povo da cultura dos brancos, no caso os colonizadores. Ensinavam a Língua Portuguesa, desconsideravam os mitos, as crenças, os hábitos indígenas e as aulas eram ministrados por professores brancos, primeiro os padres depois pessoas comuns que passavam a viver nas aldeias para educar - catequizar os indígenas.Algumas tribos passaram a viver mais como brancos do que como os índios, maravilhados pelas novidades e comodidades da vida fora da aldeia.
Outros foram incansáveis e defenderam seu modo de vida, usando o processo de educação dos jovens, exatamente para manter a cultura de seu povo.
Devido à realidade de exploração que a maioria das tribos vivia, os próprios povos sentiram a necessidade de aprender a escrita de sua língua moderna. Ao meu ver nem tudo foi perdido na cultura indígena, da mesma forma que eles procuraram melhorar e buscaram educação e saúde para seus povos, nos transmitiram ensinamentos e experiências vividas por eles, como por exemplo um simples chá para curar dor de cabeça, até o caçar na mata para a sobrevivência. A troca de experiências entre os povos e a cultura seja ela de qualquer nação deve ser preservadas e respeitadas.
Hoje, a escola indígena, na maior parte dos povos que mantêm contato com a civilização tem como objetivo manter os costumes dos índios e ensinar a sua língua junto com outras matérias. O currículo diferenciado não é só o ensino da língua materna, mas de todo um currículo além das questões de cada povo. A diversidade lingüística está diretamente ligada à questão da educação,
http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_ind%C3%ADgena#Objetivo
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